Edição EspecialVozes · Autores · Legado
A Matéria de Capa

O fenômeno Pimenta

A editora que decidiu ouvir o Norte. Sob a direção de Patrícia Pimenta, a Editora E-Manuel Pimenta busca transformar experiências, conhecimentos e histórias da Amazônia em livros com circulação internacional. Mais que publicar autores, a empresa quer construir um movimento de vozes que durante muito tempo permaneceram fora das grandes vitrines editoriais.

por Redação Negócios Inteligentes · Porto Velho, RO · 8 min de leitura
[ Foto de abertura: Patrícia Pimenta durante lançamento, sessão de autógrafos ou atividade da editora ]

Nesta edição

Quatro leituras
01Capa
O fenômeno Pimenta
A editora que decidiu ouvir o Norte.
8 min
02Entrevista
Patrícia Pimenta
“O livro é a consequência de uma voz que decidiu não permanecer em silêncio.”
12 min
03Visagismo
O rosto também tem closet
Por que escolher os óculos a partir do rosto, da rotina e da presença.
8 min
04PERFIL
Os funcionários que não dormem
Por que automatizar o WhatsApp é só o começo, e como funcionários digitais que operam 24 horas mudam o resultado de uma empresa.
8 min
Perfil · Indústria Criativa

O fenômeno Pimenta

A editora que decidiu ouvir o Norte. Sob a direção de Patrícia Pimenta, a Editora E-Manuel Pimenta busca transformar experiências, conhecimentos e histórias da Amazônia em livros com circulação internacional. Mais que publicar autores, a empresa quer construir um movimento de vozes que durante muito tempo permaneceram fora das grandes vitrines editoriais.

por Redação Negócios Inteligentes · Porto Velho, RO · 8 min de leitura
[ Foto de abertura: Patrícia Pimenta durante lançamento, sessão de autógrafos ou atividade da editora ]

Há uma frase que a Editora E-Manuel Pimenta escolheu como manifesto: “Onde sonhos viram livros.” A ideia resume bem o território em que a empresa decidiu atuar.

Antes de chegar ao papel ou às plataformas digitais, muitas histórias enfrentam uma fronteira silenciosa. Há profissionais que acumularam conhecimento, mas nunca organizaram esse repertório em uma obra. Mulheres que atravessaram experiências difíceis, mas não encontraram espaço para narrá-las. Pesquisadores, líderes, empreendedores e autores iniciantes que têm algo a dizer, mas não sabem como transformar suas ideias em um livro.

Foi nesse intervalo, entre a história existente e a publicação ainda inexistente, que a editora rondoniense encontrou seu lugar.

Sob a direção de Patrícia Pimenta, a empresa construiu um catálogo que atravessa áreas como negócios, liderança, direito, fé, política, memória, superação, ficção e filosofia. A diversidade pode parecer ampla demais à primeira vista, mas existe uma linha que busca unir os projetos: a transformação de experiências e conhecimentos em legado.

A editora se apresenta como “mais que uma publicadora, um movimento”. A frase carrega ambição. Também traz responsabilidade.

Para que uma editora se torne um movimento, não basta lançar livros. É preciso formar autores, construir leitores, sustentar uma comunidade e encontrar espaço para vozes que o mercado tradicional nem sempre sabe escutar.

Antes do livro, a escuta

Patrícia Pimenta reúne conhecimentos em gestão, direito público e neurociência. Essa formação ajuda a explicar por que sua atuação editorial não se limita à revisão de textos ou à produção gráfica.

Seu método parte da escuta. Antes de perguntar quantas páginas terá um livro, ela procura compreender o que aquela pessoa deseja comunicar, para quem pretende falar e por que sua história precisa existir em forma de obra.

Essa etapa é especialmente importante quando o autor não vem da literatura. Muitos dos projetos da editora nascem de profissionais, empreendedores, pesquisadores e pessoas que viveram experiências marcantes, mas nunca se consideraram escritores.

Nesse contexto, editar não significa apenas corrigir palavras. Significa ajudar alguém a reconhecer a própria narrativa, separar o essencial do excesso e transformar vivência em uma mensagem capaz de encontrar o leitor.

A proposta é acolhedora, mas não pode abandonar o critério. Uma história importante ainda precisa ser bem contada. Um conhecimento relevante ainda precisa de organização. E um autor estreante ainda precisa compreender que publicar não encerra o trabalho: é o início da relação com o público.

Uma estante de muitas vozes

Entre os projetos apresentados pela Editora E-Manuel Pimenta está Vozes da Amazônia: Mulheres que Rompem Silêncios e Criam Negócios, coletânea coordenada por Patrícia.

A obra reúne narrativas femininas de empreendedorismo, enfrentamento e reconstrução. Seu título carrega uma escolha editorial clara: colocar no centro mulheres amazônicas que construíram trajetórias relevantes, mas que nem sempre encontram espaço nos grandes meios de comunicação ou no mercado editorial tradicional.

Outro destaque é Eu Venci: O Abuso Sexual, de Divina Brasil. A obra transforma uma experiência de violência em narrativa de sobrevivência, fé e reconstrução. Segundo a editora, o livro foi disponibilizado em 23 países e publicado em cinco idiomas.

Outros títulos do catálogo
Hiper Metas: Escalar Vendas e Inspirar Equipes com Propósito
Fabíola Stranieri · desempenho comercial, liderança e equipes
A Pele do Juiz: Uma Crítica à Judicância
José Sidney Andrade dos Santos · o exercício da função judicial
O Cristão Pode Votar em Quem Não Tem Conduta de Cristão?
Erasmo Junior Vizilato · fé, comportamento e política
Filosofia Linear: A Essencialidade da Fé
Luiz Fernando · fé, coerência e pensamento estruturado

A variedade revela uma editora que ainda está definindo os contornos de sua identidade. O desafio será fazer com que temas tão diferentes convivam sem transformar o catálogo em uma coleção sem eixo.

A resposta da empresa está em sua proposta de origem: publicar vozes que carregam experiência, conhecimento, transformação ou legado.

Quando o Norte deixa de pedir licença

Durante muito tempo, escritores e empreendedores de regiões distantes dos grandes centros precisaram olhar para São Paulo, Rio de Janeiro ou outras capitais em busca de publicação, distribuição e reconhecimento.

A digitalização alterou parte desse caminho. Hoje, uma obra produzida em Porto Velho pode entrar em plataformas internacionais sem que sua autora precise mudar de cidade ou transferir toda a operação para outro estado.

A distância física continua existindo. Mas perdeu parte do poder de impedir a circulação.

Segundo a Editora E-Manuel Pimenta, alguns de seus projetos estão disponíveis digitalmente em 23 países. Isso representa uma abertura importante, embora seja necessário distinguir duas coisas: estar disponível em um país não significa necessariamente ter leitores ou vendas naquele mercado.

A disponibilidade é o primeiro passo. O alcance real aparece quando a editora consegue medir vendas, downloads, avaliações, eventos, leitores ativos e repercussão das obras.

Como fazer o livro não apenas chegar às plataformas, mas também encontrar pessoas?

Essa diferença não reduz a importância da distribuição internacional. Apenas transforma uma afirmação promocional em uma pergunta empresarial mais madura. É nesse ponto que a história da editora deixa de ser somente cultural e passa a ser um caso de negócio.

Origem como vantagem competitiva

A origem amazônica não aparece apenas como endereço. Ela funciona como posicionamento.

Uma editora distante dos grandes centros pode enfrentar limitações de infraestrutura, relacionamento e visibilidade. Por outro lado, enxerga histórias, símbolos, necessidades e públicos que uma empresa instalada a milhares de quilômetros talvez não perceba.

Essa proximidade pode se transformar em vantagem competitiva. Concorrentes podem copiar preço, formato, capa ou campanha. Não conseguem reproduzir a mesma relação com um território, suas pessoas e suas histórias.

No entanto, pertencimento, sozinho, não sustenta uma empresa. A origem abre a porta. A qualidade editorial determina quem permanece.

Uma história regional ainda precisa interessar a leitores de outros lugares. Um livro sobre a Amazônia não pode depender apenas da curiosidade externa. Precisa oferecer profundidade, clareza, humanidade e relevância. Quando isso acontece, o local deixa de ser limite e se transforma em ponto de partida.

Um negócio construído sobre legado

A Editora E-Manuel Pimenta não vende apenas a produção de livros. Ela trabalha com algo mais delicado: o desejo de permanência.

Para muitos autores, publicar significa transformar conhecimento em autoridade. Para outros, significa registrar uma trajetória, preservar uma memória familiar, defender uma tese ou deixar uma mensagem para pessoas que enfrentam situações semelhantes.

Essa motivação cria uma relação emocional forte com o produto. Mas também exige transparência. O autor precisa saber o que está contratando, quais serviços estão incluídos, como funcionam os direitos autorais, quem investe no projeto, como a distribuição será realizada e quais ações acontecerão depois do lançamento.

O essencial

Uma publicação bonita não garante vendas. Estar em uma plataforma não garante leitores. Traduzir um livro não garante que ele será compreendido ou descoberto em outro país. O papel de uma editora inteligente é aproximar sonho e realidade sem destruir nenhum dos dois.

O que outros empreendedores podem aprender

A história da Editora E-Manuel Pimenta ensina que uma pequena empresa não precisa disputar todo o mercado. Ela pode crescer ao encontrar pessoas, problemas e oportunidades que empresas maiores não estão atendendo.

Também mostra que a origem não precisa ser escondida. Quando bem trabalhada, ela se transforma em narrativa, identidade e diferenciação.

O terceiro aprendizado está na escuta. Muitas oportunidades empresariais não aparecem em relatórios prontos. Elas surgem quando alguém presta atenção ao que determinado grupo tenta dizer e ainda não consegue transformar em produto, serviço ou solução.

Por fim, existe uma lição sobre propósito. Propósito ajuda uma empresa a ser lembrada. Mas é o processo que permite que ela continue existindo. Movimentos precisam de pessoas. Editoras precisam de leitores. Sonhos precisam de execução. E legados precisam de estrutura para não permanecer apenas como intenção.

Próxima leitura · Entrevista
Patrícia Pimenta
Entrevista · Editora · Empreendedorismo

Patrícia Pimenta

“O livro é a consequência de uma voz que decidiu não permanecer em silêncio.” À frente da Editora E-Manuel Pimenta, ela fala sobre a criação da empresa, o protagonismo das vozes amazônicas e o desafio de transformar histórias pessoais em obras capazes de atravessar fronteiras.

entrevista por Redação Negócios Inteligentes · 12 min de leitura
[ Retrato horizontal de Patrícia Pimenta em biblioteca, escritório editorial ou evento literário ]

Nota editorial: as respostas abaixo foram redigidas como uma versão-base para revisão da entrevistada. As declarações só devem ser publicadas como aspas depois de aprovadas, corrigidas ou reescritas por Patrícia Pimenta.

A editora se apresenta como “mais que uma editora, um movimento”. O que isso significa na prática?

Significa que nosso trabalho não começa no produto. Começa na voz. Antes de pensar na capa, no número de páginas ou na plataforma em que o livro será distribuído, nós procuramos entender quem é aquela pessoa, o que ela deseja comunicar e por que aquela história precisa existir. Uma editora pode simplesmente receber um texto, revisar e publicar. Nós queremos participar de um processo mais profundo, ajudando o autor a reconhecer o valor daquilo que viveu, estudou ou construiu. Quando falamos em movimento, estamos falando de pessoas que talvez nunca tenham se enxergado como autoras, mas que carregam conhecimentos e experiências capazes de transformar outras vidas. O livro é a consequência. O movimento começa quando uma voz decide que não permanecerá em silêncio.

Como a senhora percebe que uma história pode se transformar em livro?

Nem toda experiência precisa virar livro. Mas algumas experiências carregam uma mensagem que ultrapassa a pessoa que as viveu. Eu procuro identificar isso. Pergunto qual transformação existe naquela história, que problema ela ajuda a compreender, que conhecimento ela entrega e para quem ela pode ser importante. Também observo se o autor está disposto a atravessar o processo editorial. Publicar exige abertura para revisar, cortar, reorganizar e, muitas vezes, olhar para a própria história de outra maneira. Não basta querer ter um livro. É necessário compreender por que ele precisa existir e que responsabilidade nasce quando uma obra chega ao público.

Por que as vozes do Norte, especialmente as mulheres da Amazônia, ocupam um espaço tão importante no projeto?

Porque existe muita potência onde o mercado aprendeu a enxergar apenas distância. As mulheres da Amazônia empreendem, lideram famílias, produzem conhecimento, enfrentam violências, constroem empresas e transformam comunidades. Mas muitas dessas histórias continuam restritas ao ambiente local ou à memória de quem as viveu. Quando criamos projetos como Vozes da Amazônia, não estamos inventando protagonismo. Estamos organizando e ampliando algo que já existe. Essas mulheres não precisam que alguém fale por elas. Precisam de estrutura, espaço e oportunidade para que suas próprias vozes alcancem mais pessoas. Também existe uma questão empresarial. Há leitores interessados nessas histórias. Há um público que quer encontrar narrativas verdadeiras, próximas e construídas fora dos lugares que tradicionalmente concentram a atenção. Dar espaço a essas vozes é uma escolha de justiça, mas também uma leitura de mercado.

“Essas mulheres não precisam que alguém fale por elas. Precisam de estrutura, espaço e oportunidade para que suas próprias vozes alcancem mais pessoas.”
O catálogo reúne negócios, fé, direito, memória, política e filosofia. Como manter uma identidade editorial em meio a temas tão diferentes?

Nossa identidade não está restrita a um gênero. Ela está no tipo de voz que procuramos publicar. Buscamos obras que carreguem conhecimento, transformação, questionamento ou legado. Um livro de negócios pode ajudar alguém a liderar melhor. Uma memória pode ajudar outra pessoa a perceber que não está sozinha. Uma obra jurídica pode provocar reflexão sobre uma instituição. Um livro de fé pode organizar perguntas que acompanham muitas pessoas. O tema muda, mas o compromisso precisa permanecer: clareza, relevância, respeito pelo leitor e responsabilidade com aquilo que está sendo publicado. Ao mesmo tempo, reconheço que esse é um desafio. Um catálogo muito amplo corre o risco de perder unidade. Por isso, nossa curadoria precisa ficar cada vez mais clara à medida que a editora cresce.

Qual é a influência de sua formação em gestão, direito e neurociência no trabalho editorial?

Ela aparece principalmente na forma como eu escuto. A gestão me ensinou a olhar para processos, sustentabilidade e resultados. O direito me ensinou a compreender responsabilidade, estrutura e impacto. A neurociência ampliou meu interesse sobre comportamento, memória, linguagem e tomada de decisão. Quando estou diante de um autor, não vejo apenas um manuscrito. Procuro compreender a pessoa, o que ela realmente quer comunicar, o que está escondido atrás das primeiras respostas e como aquela narrativa pode chegar ao leitor com mais verdade. Também tento separar duas coisas: o que o autor deseja dizer e o que o leitor precisa receber para compreender a mensagem. O trabalho editorial acontece justamente nesse encontro.

Existe o risco de acolher tanto a história do autor que a qualidade do livro fique em segundo plano?

Existe. E esse risco precisa ser reconhecido. Acolhimento não significa ausência de critério. Respeitar a história de uma pessoa não significa publicar tudo exatamente como foi entregue. Às vezes, editar é fazer perguntas difíceis, apontar repetições, retirar excessos e mostrar que uma parte importante para o autor talvez ainda não esteja clara para o leitor. A editora não pode ser apenas uma gráfica com bom gosto. Ela precisa exercer curadoria, orientar o projeto e proteger tanto o autor quanto o público. O sonho do autor merece respeito. E justamente por merecer respeito, precisa ser tratado com profissionalismo.

A editora informa que algumas obras estão disponíveis em 23 países. O que esse número representa?

Representa a possibilidade de uma obra produzida a partir de Porto Velho entrar em plataformas acessíveis em diferentes mercados. Isso, por si só, já quebra uma barreira importante. Mostra que a localização geográfica não impede mais uma publicação de ter distribuição internacional. Mas precisamos ser responsáveis com o significado desse número. Disponibilidade não é a mesma coisa que venda, leitura ou impacto em todos esses países. Estar presente em uma plataforma é uma etapa. Construir leitores é outra. Nosso desafio agora é melhorar a mensuração, acompanhar resultados, compreender onde existe interesse e criar estratégias para que essa distribuição se transforme em circulação real. Não queremos usar o número apenas como troféu. Queremos transformá-lo em caminho.

Como funciona o processo de tradução das obras?

A tradução precisa respeitar mais do que palavras. Precisa preservar intenção, contexto, emoção e sentido. Ferramentas tecnológicas podem apoiar o processo, acelerar etapas e ajudar em conferências. Mas uma tradução destinada à publicação não pode depender apenas de uma resposta automática. É necessário revisar, comparar, adaptar expressões e observar se a obra continua funcionando para um leitor de outra cultura. Nosso objetivo é ampliar o acesso sem descaracterizar a voz do autor. Esse é um campo em que ainda temos muito a desenvolver, porque distribuir internacionalmente exige cuidado editorial, técnico e cultural.

Qual é o papel da tecnologia dentro da editora?

A tecnologia tornou possível operar a partir do Norte com alcance que antes dependeria de uma estrutura muito maior. Ela está na distribuição digital, na comunicação com autores, na organização dos projetos, na divulgação, na produção de conteúdos e no acesso a mercados internacionais. A inteligência artificial também pode ajudar em pesquisa, organização, comparação, planejamento e tarefas repetitivas. Mas existe uma fronteira que considero essencial: tecnologia apoia o trabalho editorial; não substitui o julgamento editorial. Um sistema pode sugerir um título. Não compreende sozinho toda a história por trás dele. Pode organizar informações. Não assume a responsabilidade sobre o que será publicado. Pode acelerar uma etapa. Não deve decidir o valor humano de uma narrativa. A tecnologia cuida do volume. A editora precisa cuidar da voz.

“A tecnologia cuida do volume. A editora precisa cuidar da voz.”
Qual é o maior desafio de construir uma editora longe dos grandes centros?

O primeiro desafio é a visibilidade. Muitas vezes, empresas e profissionais do Norte precisam provar repetidamente que possuem qualidade, capacidade técnica e ambição nacional. Também existem dificuldades de acesso a redes de distribuição, eventos, imprensa especializada e relacionamentos que já estão consolidados em outros centros. Por outro lado, estar aqui nos dá uma visão que talvez não tivéssemos em outro lugar. Estamos próximas das histórias, entendemos a cultura e percebemos públicos que continuam pouco atendidos. Não quero construir uma editora que tente parecer ter nascido em outro lugar. Quero construir uma empresa profissional, capaz de dialogar com o país e com outros mercados, sem apagar sua origem. Precisamos parar de pedir licença para o mapa.

O que significa transformar um livro em legado?

Legado não é apenas deixar o nome registrado em uma capa. É produzir algo que continue falando quando o autor já não estiver presente para explicar. Pode ser uma história que ajude alguém a sobreviver a uma experiência semelhante. Um conhecimento que forme novos profissionais. Uma reflexão que provoque decisões. Uma memória que preserve a identidade de uma família ou comunidade. Mas também precisamos ter cuidado para que “legado” não se transforme em uma palavra bonita sem conteúdo. O livro precisa ser lido. Precisa circular. Precisa encontrar pessoas. Por isso, transformar um livro em legado exige qualidade, distribuição, divulgação, relacionamento com leitores e continuidade. Publicar é colocar a obra no mundo. Construir legado é fazer com que ela permaneça relevante nele.

Muitos autores acreditam que publicar automaticamente trará reconhecimento e vendas. Como a senhora trabalha essa expectativa?

Com transparência. Um livro pode fortalecer autoridade, abrir portas, gerar convites, registrar conhecimento e criar novas oportunidades. Mas nada disso acontece automaticamente. A publicação é uma parte do processo. O autor também precisa participar da divulgação, conversar com leitores, construir posicionamento, comparecer a eventos e continuar produzindo conteúdo relacionado à obra. Não considero correto vender a ideia de que todo livro será um sucesso comercial. Nosso papel é construir o melhor projeto possível, ampliar sua distribuição e preparar o autor para trabalhar a obra depois do lançamento. Sonho e realidade não precisam ser inimigos. A realidade bem compreendida ajuda o sonho a durar.

Como a editora ganha dinheiro e mantém o negócio sustentável?

A sustentabilidade depende de um modelo claro, com serviços, responsabilidades e investimentos definidos para cada projeto. Existem diferentes formas de publicação no mercado editorial. Algumas obras recebem investimento da própria editora. Em outros modelos, o autor participa dos custos ou contrata uma estrutura editorial para desenvolver seu projeto. O importante é que isso seja apresentado com transparência. O autor precisa compreender o que está incluído, como funcionam os direitos, quais são os canais de distribuição e o que pode esperar depois da publicação. Uma editora não se mantém apenas com boas intenções. Precisa de planejamento, gestão, controle de custos, processos e fontes de receita capazes de sustentar a qualidade do catálogo. Nosso propósito precisa caminhar ao lado da responsabilidade empresarial.

Que indicadores mostram que uma editora está crescendo de verdade?

A quantidade de livros publicados é apenas um deles. Também precisamos olhar para vendas, recorrência, alcance dos autores, avaliações dos leitores, qualidade das obras, tempo de produção, satisfação de quem publica conosco e capacidade de manter os títulos circulando depois do lançamento. Outro indicador importante é a comunidade construída ao redor da editora. Os autores continuam próximos? Indicam novos projetos? Os leitores procuram os próximos lançamentos? As obras geram debates, eventos e oportunidades? Crescer não é apenas colocar mais títulos no catálogo. É criar um sistema em que autores, leitores e editora continuem encontrando valor uns nos outros.

Qual foi o maior aprendizado dessa trajetória até agora?

Aprendi que entusiasmo inicia um projeto, mas não é suficiente para sustentá-lo. É preciso processo. Uma editora lida com sonhos muito pessoais. Por isso, qualquer atraso, ruído ou falha de comunicação pode ter um impacto emocional maior do que teria em outro tipo de negócio. Precisamos cuidar da produção, dos prazos, das expectativas e da experiência do autor com o mesmo rigor aplicado ao texto. Também aprendi que nem toda oportunidade precisa ser aceita. Crescer exige saber escolher, definir critérios e reconhecer os limites da operação. Dizer “sim” para tudo pode parecer generosidade. Muitas vezes, é apenas uma forma de comprometer a qualidade.

Que conselho daria a quem está construindo um negócio longe dos grandes centros?

Pare de esperar que alguém de fora confirme que sua ideia tem valor. Observe o mercado que está perto. Escute as pessoas que grandes empresas não estão ouvindo. Entenda o que sua região produz, sente, deseja e ainda não consegue encontrar. Mas não use a distância como desculpa para entregar menos. O fato de um negócio nascer no interior ou na Amazônia não reduz a necessidade de processo, qualidade, tecnologia, atendimento e gestão. A origem pode ser sua vantagem. O profissionalismo será o que permitirá levá-la mais longe. Pare de pedir licença para o mapa. Comece com aquilo que somente você consegue enxergar a partir do lugar onde está.

O que a senhora deseja construir nos próximos anos?

Quero consolidar uma editora capaz de formar autores, ampliar a presença das vozes amazônicas e fazer com que nossos livros encontrem leitores dentro e fora do país. Também quero fortalecer nossos processos, melhorar a mensuração dos resultados e criar uma comunidade mais próxima entre autores, leitores e parceiros. O futuro não está apenas em publicar mais. Está em publicar melhor, construir obras com maior permanência e transformar distribuição potencial em alcance real. Quero que uma pessoa, ao olhar para a Editora E-Manuel Pimenta, reconheça uma casa editorial nascida na Amazônia, profissional, humana e capaz de atravessar fronteiras sem abandonar sua identidade. Mais que fazer sonhos virarem livros, queremos ajudar esses livros a encontrarem o lugar que merecem no mundo.

Próxima leitura · Visagismo
O rosto também tem closet
Imagem · Identidade · Visagismo Óptico

O rosto também tem closet

Uma mulher pode ter sapatos para diferentes ocasiões, bolsas para cada compromisso e roupas que expressam distintas versões de si. Mas, muitas vezes, usa a mesma armação no trabalho, na festa, na viagem e em todas as fotografias. Na Mel Ótica, Mel Figueiredo propõe uma mudança: escolher os óculos a partir do rosto, da rotina e da presença que cada pessoa deseja construir.

por Redação Negócios Inteligentes · Porto Velho, RO · 8 min de leitura
Mel Figueiredo · especialista em visagismo óptico, na Mel Ótica

Há mulheres com vinte pares de sapatos no closet. Um para trabalhar. Outro para viajar. Um mais discreto para reuniões. Outro que transforma completamente uma roupa.

Elas também escolhem bolsas, brincos, maquiagem e cores de acordo com o ambiente, o compromisso e a imagem que desejam transmitir. Mas, no centro do rosto, frequentemente permanece a mesma armação.

Ela aparece na reunião importante, no almoço em família, na videochamada, na viagem, no evento, na fotografia e no encontro casual.

O sapato pode ficar escondido debaixo da mesa. A bolsa pode ser deixada sobre uma cadeira. O casaco pode ser retirado. Os óculos permanecem no centro da conversa.

Foi a partir dessa percepção que Mel Figueiredo construiu o posicionamento da Mel Ótica, uma ótica que apresenta os óculos não apenas como recurso para enxergar melhor, mas como parte da imagem, da identidade e da presença de quem os usa.

O rosto chega antes da roupa inteira

Não existe um percentual científico confiável capaz de dizer que o rosto representa 70%, 80% ou 90% da primeira impressão. O dado mais relevante não está em uma porcentagem, mas no tempo.

Em um estudo clássico sobre percepção facial, participantes começaram a formar impressões sobre rostos desconhecidos após uma exposição de apenas 100 milissegundos — o equivalente a um décimo de segundo. Isso não significa que os julgamentos fossem corretos ou justos. Significa apenas que começavam quase imediatamente. Ver estudo (PubMed)

Antes que a pessoa explique quem é, o cérebro de quem observa já começou a interpretar expressão, postura, olhar e elementos visuais próximos ao rosto. E poucos acessórios ocupam uma posição tão central quanto os óculos.

A armação envolve os olhos, atravessa a linha das sobrancelhas, cria contraste com a pele e interfere na maneira como as proporções do rosto são percebidas.

Ela não determina a personalidade de ninguém. Tampouco transforma automaticamente uma pessoa em alguém mais competente, confiável ou sofisticado. Um estudo de 2019, por exemplo, não encontrou um efeito universal dos óculos de grau sobre percepções de competência ou atratividade. A conclusão mais prudente é que não existe uma armação mágica: existe a combinação entre rosto, expressão, contexto e escolha. Ver estudo (Sage Journals)

É justamente nessa combinação que o visagismo óptico encontra espaço.

Quando a escolha começa antes da vitrine

Em uma ótica tradicional, a experiência costuma começar pelas prateleiras. A cliente observa dezenas de modelos, experimenta alguns e pergunta: “Qual ficou mais bonito?”

Na proposta da Mel Ótica, a pergunta pode ser mais profunda: “Qual dessas armações conversa com quem você é e com a forma como deseja ser percebida?”

O perfil da marca resume seu posicionamento em três palavras: imagem, identidade e presença. Isso muda o ponto de partida. A escolha deixa de considerar apenas o formato isolado do rosto e passa a incluir rotina, estilo, profissão, ambientes frequentados, necessidade óptica, conforto e intenção de imagem.

Uma empresária pode querer uma armação que fortaleça sua presença em reuniões, mas também desejar uma opção mais leve para os momentos pessoais. Uma médica pode precisar de conforto para longas horas de atendimento, sem abrir mão de proximidade e elegância. Uma profissional criativa pode buscar cor, desenho e personalidade, em vez de escolher novamente uma armação discreta apenas porque disseram que ela “combina com tudo”.

A pessoa permanece a mesma. Mas os contextos mudam. As funções mudam. A forma de se apresentar também pode mudar.

“Aqui eu não vendo óculos”

Uma das peças de comunicação da Mel Ótica traz uma provocação direta: “Aqui eu não vendo óculos.” A frase não nega o produto. Ela reposiciona o serviço.

O que está sendo oferecido não é apenas uma armação retirada da prateleira. É orientação para que a cliente compre com mais consciência e menos impulso. Em vez de entregar uma sucessão de modelos e esperar que a pessoa decida sozinha, o atendimento com visagismo busca conduzir a escolha. A diferença está no motivo.

Uma armação pode ser bonita e ainda assim não funcionar para aquela cliente. Pode não acompanhar sua rotina. Pode gerar desconforto depois de algumas horas. Pode desaparecer demais em um rosto que pede presença. Pode chamar mais atenção do que a pessoa deseja. Pode funcionar em uma fotografia e falhar no uso diário.

A escolha orientada tenta reduzir esse desencontro. O objetivo não é dizer à cliente quem ela deve ser. É ajudá-la a reconhecer o que deseja comunicar e quais elementos podem sustentar essa intenção.

Visagismo não é uma tabela de formatos

Durante muito tempo, a escolha de óculos foi resumida a regras rápidas: “rosto redondo combina com armação quadrada”, “rosto quadrado precisa de linhas arredondadas”, “rosto oval aceita qualquer modelo”. Essas classificações podem servir como ponto inicial, mas são insuficientes para compreender uma pessoa inteira.

Dois rostos classificados como redondos podem ter sobrancelhas, nariz, olhos, cabelo, coloração, intensidade e proporções completamente diferentes. Também podem pertencer a pessoas com estilos e rotinas opostos. Uma deseja suavidade. Outra quer contraste. Uma trabalha em ambiente formal. Outra vive em espaços criativos. Uma prefere não chamar atenção. Outra quer que os óculos sejam o centro de sua imagem.

O visagismo óptico não deveria transformar o rosto em uma fórmula. Ele deve observar o conjunto: a linha das sobrancelhas, a largura facial, a região de apoio nasal, as maçãs do rosto, a posição dos olhos, a coloração e o contraste. Mas a análise precisa incluir uma pergunta que nenhum formato geométrico responde: como essa pessoa vive?

Técnica e identidade precisam andar juntas

Uma armação pode expressar personalidade e ainda assim ser tecnicamente inadequada. Pode escorregar. Apertar as têmporas. Encostar nas maçãs do rosto. Ficar pesada depois de algumas horas. Não oferecer espaço adequado para o tipo de lente necessário.

Por isso, a experiência precisa unir estética e técnica. O visagismo ajuda a encontrar a direção visual. A avaliação óptica garante que o resultado funcione na vida real. Não basta a armação ficar bonita durante alguns minutos diante do espelho: ela precisa acompanhar leitura, direção, trabalho, movimento, sorriso e horas de uso.

O verdadeiro teste não acontece apenas na fotografia. Acontece no fim de um dia inteiro.

Uma mulher, muitas presenças

A mulher contemporânea raramente ocupa um único papel. Ela pode ser empresária, mãe, profissional, gestora, amiga, palestrante e criadora de conteúdo na mesma semana. Algumas dessas funções aparecem no mesmo dia. Seu guarda-roupa costuma acompanhar essa multiplicidade. Os óculos, nem sempre.

É daí que nasce a ideia do closet de óculos. Não se trata de acumular dezenas de armações por impulso, e sim de formar um conjunto pequeno e intencional, capaz de atender a diferentes necessidades.

O closet de óculos
A armação da rotina
Leve e confortável para muitas horas de uso — funciona com a lente, o rosto e o ritmo do dia.
A armação de presença profissional
Linhas mais estruturadas e contraste, para fortalecer a imagem em reuniões, palestras e negociações.
A armação de expressão pessoal
Cor, textura, volume ou formato marcante — para quando os óculos participam da imagem.
Os óculos solares
Mais que proteção: parte da identidade visual. Tamanho, lente, material e conforto conversam com o uso real.

O número de armações dependerá da rotina de cada pessoa. Para algumas, duas opções bem escolhidas resolvem. Para outras, três ou quatro cumprem funções diferentes. O conceito não começa na quantidade. Começa na intenção.

O problema da armação que “combina com tudo”

Muitas clientes entram em uma ótica buscando um modelo neutro, algo que combine com qualquer roupa, ocasião ou ambiente. A intenção parece prática, mas esconde uma contradição: uma armação que tenta não interferir em nada pode terminar não fortalecendo nada.

Isso não significa que toda cliente precise usar modelos chamativos. Discrição também pode ser uma escolha consciente. A questão é saber por que aquela armação está sendo escolhida. Ela é discreta porque traduz o estilo da pessoa ou porque a cliente tem medo de experimentar algo diferente? É neutra porque atende bem à rotina ou porque foi a opção mais fácil diante de uma vitrine confusa? Combina mesmo com tudo, ou apenas passa despercebida?

O atendimento personalizado cria espaço para essas perguntas.

O espelho precisa mostrar a cliente, não apenas o produto

Experimentar óculos pode gerar insegurança. Algumas pessoas se enxergam apenas com a armação que usam há anos. Quando colocam um modelo diferente, a primeira reação é rejeitar a novidade — não porque ficou inadequado, mas porque o rosto parece estranho. O cérebro reconhece o que é familiar antes de avaliar o que é novo.

Por isso, uma boa orientação não deveria pressionar a cliente a comprar rapidamente. Ela precisa oferecer tempo para observar, comparar e compreender. Também deve explicar por que determinado modelo foi selecionado: a armação acompanha as sobrancelhas? Produz contraste? Traz mais leveza? Ocupa melhor o rosto? Conversa com a imagem profissional? Atende à rotina e à necessidade das lentes?

Quando a cliente entende o raciocínio, deixa de depender apenas da pergunta “ficou bonito?”. Ela passa a participar da escolha.

O negócio por trás do conceito

A Mel Ótica também representa uma mudança na maneira de competir no mercado óptico. Uma ótica comum pode disputar clientes por preço, promoção, marca ou quantidade de modelos. Uma ótica conceitual procura competir por curadoria, conhecimento e experiência.

Isso não elimina a importância do produto: a armação continua precisando ter qualidade, a lente precisa cumprir sua função e o preço precisa ser transparente. Mas o valor deixa de estar apenas no objeto e passa a estar também na segurança da escolha.

Em um mercado no qual diferentes lojas podem vender modelos semelhantes, a orientação se torna uma forma de diferenciação. O estoque pode ser copiado. A promoção pode ser repetida. A vitrine pode ser imitada. A forma de escutar e conduzir a cliente é muito mais difícil de reproduzir.

Antes de escolher seus próximos óculos

A proposta da Mel Ótica convida a cliente a responder algumas perguntas antes de procurar uma nova armação:

Perguntas para começar
Em quais ambientes passo a maior parte do meu dia?
Que imagem meus óculos atuais transmitem?
Eu me reconheço neles ou apenas me acostumei?
Existe algum modelo que comprei, mas quase nunca usei? Por quê?
Quero minha próxima armação discreta, marcante, profissional, leve ou versátil?
Preciso de uma peça para todos os dias ou de uma opção para uma função específica?

As respostas ajudam a transformar a compra em decisão.

O acessório que chega com você

Antes que alguém perceba o sapato, encontra o rosto. Antes de reparar na bolsa, procura os olhos. Antes de compreender a produção inteira, começa a formar uma impressão sobre quem entrou. Essa impressão pode ser incompleta, precipitada e até injusta. Mas começa depressa.

Os óculos não dizem quem uma mulher é. Também não substituem competência, personalidade ou presença. Mas participam do enquadramento pelo qual seu rosto será visto — inclusive por ela mesma.

Se existem tantos sapatos para acompanhar seus caminhos, por que apenas uma armação deveria acompanhar todas as suas versões?
Conheça a experiência Mel Ótica

Você não precisa experimentar mais armações. Precisa experimentar as armações certas. Mel Figueiredo · especialista em Visagismo Óptico. Atendimento personalizado para quem deseja escolher os óculos considerando imagem, identidade, presença, conforto e rotina. Instagram: @meloticapvh · Agendamento pelo link na bio.

Fontes citadas: Willis & Todorov (2006), formação de impressões faciais em 100 ms — PubMed; estudo de 2019 sobre óculos de grau e percepção — Sage Journals.

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Os funcionários que não dormem
PERFIL · INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Os funcionários que não dormem

A maioria dos empresários chega ao Grupo Pasdiora querendo automatizar o WhatsApp. Sai com algo maior: uma operação em que a inteligência artificial trabalha 24 horas, não esquece e não se distrai, entregando o resultado que softwares dependentes de equipes inteiras nunca deram.

por Redação Negócios Inteligentes · Porto Velho, RO · 8 min de leitura
Elaine Pasdiora, fundadora do Grupo Pasdiora · Porto Velho (RO)

Quase todo empresário que procura o Grupo Pasdiora chega com o mesmo pedido: automatizar o atendimento no WhatsApp. A maioria sai com algo bem maior do que veio buscar e, muitas vezes, sem ter percebido onde estava o verdadeiro gargalo do próprio negócio.

Responder mais rápido no WhatsApp ajuda, mas, sozinho, não muda o resultado de uma empresa. O que muda é o momento em que a inteligência artificial deixa de ser um robô de respostas e passa a fazer parte da operação: funcionários digitais que trabalham 24 horas por dia, não se distraem e não esquecem. É aí que o atendimento vira faturamento.

A promessa que os softwares não cumpriram

Durante anos, sistemas prometeram organizar empresas, mas exigiam uma equipe inteira para serem operados: alguém para alimentar dados, gerar relatórios, perseguir cada follow-up. A ferramenta chegava; o trabalho continuava nas costas das pessoas. A proposta do Grupo Pasdiora inverte essa lógica. Em vez de entregar mais um programa para a equipe operar, entrega, dentro da empresa, o resultado que a própria inteligência artificial produz: o trabalho feito.

A virada

O Grupo Pasdiora não entrega mais um software para a equipe operar. Entrega o resultado que a inteligência artificial produz dentro da empresa, sem depender de um time inteiro para fazer o sistema funcionar.

Da curiosidade ao método

Por trás da empresa há uma trajetória que ajuda a explicar a vantagem. Na tecnologia desde 2004, Elaine Pasdiora começou a explorar a inteligência artificial para fins de trabalho ainda em 2022, no lançamento do ChatGPT, quando boa parte do mercado sequer olhava para o assunto. Em 2024, resolveu ir mais fundo na IA generativa e passou a ensinar empreendedores a usar a tecnologia dentro dos próprios negócios. Nessa época, o Grupo Pasdiora já existia, atuando no ramo de marketing com IA.

Em 2025, um de seus experimentos com inteligência artificial viralizou e virou notícia no Brasil e fora dele. Foi depois disso que o Grupo Pasdiora deu seu salto: deixou de ser uma operação voltada a marketing com IA e se tornou, oficialmente, uma empresa dedicada a implementar inteligência artificial dentro das empresas. A formação na área, concluída no CS50, da HarvardX, deu a base técnica para transformar a curiosidade em método.

Às vezes a porta de entrada não é o destino. É só a porta.
2022
Começa a explorar IA para o trabalho, no lançamento do ChatGPT
2024
Passa a ensinar empreendedores a usar IA dentro dos negócios
2025
Viraliza, e o Grupo Pasdiora vira empresa de implementação de IA

O WhatsApp é a porta. O resultado está atrás dela.

É comum o empresário procurar o Grupo Pasdiora pensando apenas em automatizar o atendimento. Mas o que move o ponteiro do negócio está um passo adiante: funcionários digitais que resolvem os problemas da empresa sem parar, dia e noite. O diferencial não é responder mais rápido: é o efeito disso sobre a lucratividade.

01

Crescer sem inflar a folha

A empresa passa a crescer sem inchar a folha de salários. O ser humano continua essencial, mas o seu trabalho é potencializado: com inteligência artificial e funcionários digitais assumindo o repetitivo, um único profissional passa a render como três. Mais resultado com a mesma equipe.

02

Menos erros

A IA não se distrai. Some o erro por desatenção, o dado lançado errado, a oportunidade que ninguém anotou e o follow-up que caiu no esquecimento.

03

Tempo de volta

As tarefas repetitivas saem das costas da equipe, que passa a se dedicar ao que realmente exige decisão e sensibilidade humana.

04

Gestão mais leve

O dono e os gerentes deixam de carregar o peso de vigiar cada ponto da operação. O sistema acompanha em tempo real; a liderança decide com a informação na mão.

Não é instalar um bot. É redesenhar a operação.

O caminho até esse resultado é metódico. O Grupo Pasdiora entra na operação, mapeia os gargalos e as tarefas repetitivas e só então implementa inteligência artificial sob medida para aqueles processos, sem template genérico. Por baixo do atendimento, redesenha-se a empresa inteira: a IA capta e qualifica, o CRM registra cada oportunidade, os fluxos cuidam do follow-up e os painéis mostram onde se ganha ou se perde negócio.

Como o Grupo Pasdiora entra na empresa
1. Mapeamento
Entra na operação e identifica onde a empresa perde tempo, retrabalha e trava.
2. Implementação sob medida
Implanta IA e funcionários digitais desenhados para o processo real do negócio.
3. Operação no automático
O repetitivo passa a ser resolvido 24 horas; a equipe foca no que exige decisão humana.

As soluções se combinam conforme a necessidade: IA sob medida, funcionários digitais, atendimento no WhatsApp, inteligência comercial, CRM, dashboards e sistemas sob medida para automatizar processos específicos. Tudo detalhado em grupopasdiora.com.br.

Do Norte para o Centro-Oeste

Com sede em Porto Velho e mais de 30 empresas já atendidas na cidade, o Grupo Pasdiora vai ampliando o mapa. É um movimento incomum: em vez de esperar a tecnologia descer dos grandes centros, leva a implementação de IA para cidades que raramente aparecem nesse tipo de conversa.

Onde atua
Rondônia
Sede em Porto Velho · foco em Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena
Acre
Rio Branco e Cruzeiro do Sul
Amazonas
Manaus
Mato Grosso
Cuiabá

Por trás de cada implantação há uma aposta simples e teimosa: a de que pequenas e médias empresas do interior podem operar com a mesma inteligência das grandes, desde que alguém entre na operação, entenda o que trava e coloque a IA para trabalhar. O pedido chega pelo WhatsApp. O que fica é uma empresa que não precisa mais depender da atenção de ninguém para funcionar bem.

Saiba mais sobre o Grupo Pasdiora, que implementa inteligência artificial e funcionários digitais para empresas em Porto Velho (RO) e no Norte e Centro-Oeste, em grupopasdiora.com.br · @elainepasdiora.

Fim da edição
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